segunda-feira, 9 de junho de 2014

Parque Augusta para todos





Domingo também é dia de piquenique. E foi justamente o que aconteceu: o Pic nic à moda antiga. Melhor teria sido numa praça, num parque, numa área arborizada, mas enquanto o Parque Augusta não vem, foi no asfalto mesmo, bem no meio da Rua Augusta, com direito a tudo de bom que um piquenique tem e muito mais: gente alegre, comida boa, coral, retratos e bolhas de sabão. 

Domingo, 08 de junho de 2014: Piquenique a favor do Parque Augusta, por mais áreas verdes em São Paulo, no Brasil e no mundo afora! Mara e eu estivemos presentes. Confiram as fotos abaixo.
























domingo, 8 de junho de 2014

A Viola Caipira de Roberto Corrêa


Excelente show, em São Paulo, no domingo à tarde (08/06/2014), no SESC Ipiranga. 



Conheci Roberto Corrêa em 1989, por ocasião da realização de um documentário sobre o Triângulo Mineiro produzido pela Secretaria de Estado da Educação de Minas Gerais. O documentário, intitulado Trem de Minas, teve como um dos idealizadores o filósofo e professor da UFMG, Moacyr Laterza, contemporâneo, conterrâneo e amigo de meu pai (Lincoln Borges de Carvalho). 

A equipe da filmagem veio a Uberaba e entrou em contato com a direção da Fundação Cultural de Uberaba onde, naquela época, eu era o responsável pela Coordenação de Programas Científicos e Culturais.

Acompanhei a equipe por quase uma semana, visitando locais de interesse histórico e cultural. Fomos ao Desemboque, entramos em contato com historiadores e intelectuais da cidade e região e identificamos paisagens com interesse cênico relevante.

No documentário, Roberto Corrêa conta a história do violeiro que pretende se tornar um grande artista da viola e para tanto tem de achar uma cobra coral e fazê-la deslizar pelos seus dedos sem se deixar picar. Se conseguisse, se tornaria um verdadeiro mestre. A seguir, ele toca uma música de sua autoria. 

Depois disso, sempre fiz questão de acompanhar sua trajetória artística e, encontrando-me em São Paulo por ocasião de uma apresentação sua no SESC Ipiranga, não poderia deixar de ver seu show. Valeu a pena!

Roberto Corrêa é “considerado um dos mais importantes nomes da viola no Brasil”. Segundo sua página na internet (http://www.robertocorrea.com.br/), ele, que nasceu em 1957, em Campina Verde (MG), no Triângulo Mineiro, é hoje “um dos mais importantes violeiros do Brasil. Sua atuação foi fundamental para o desenvolvimento do potencial de solista da viola. Instrumentista virtuose, compositor e pesquisador, Roberto Corrêa é reconhecido por seu talento e dedicação”. 

No show, ele interpretou 14 músicas, incluindo Saudades de Matão, Odeon, Asa Branca, Trenzinho caipira e várias de sua autoria, dentre elas as belíssimas composições Parecença e Jararaca Chateadeira.


Roberto Corrêa e Renato Muniz no SESC Ipiranga, SP






segunda-feira, 2 de junho de 2014

Professores e pesquisadores debatem a vida e a obra de Carolina Maria de Jesus




No dia 31 de maio estivemos em Sacramento, MG, para o encerramento do 6º Festival de Inverno do Parque Náutico de Jaguara (www.parquenauticodejaguara.com.br). O Parque fica na antiga vila da CEMIG, junto à Usina Hidroelétrica de Jaguara, no Rio Grande, e constitui-se de um bonito hotel e algumas casas, onde, na época da construção da usina, moravam os engenheiros e o pessoal encarregado das obras. Terminadas as obras da usina, o local foi transformado num agradável parque às margens do Lago de Jaguara.

Os proprietários do hotel e do Parque Náutico realizam, há 6 anos, o Festival de Inverno, que este ano contou com inúmeras atrações culturais, debates, exposições, atividades de artesanato, oficinas, apresentações teatrais, musicais e esportivas. A abertura oficial do Festival ocorreu no dia 26 de abril e, durante todo o mês de maio, aos finais de semana, uma tenda armada às margens do Lago foi o palco das diversas atrações.

Grupos culturais de Araxá, Sacramento, Brodowski, Perdizes, Uberaba, Fronteira, Igarapava, Franca, Buritizal e de outras cidades da região apresentaram-se no Festival.

No dia 31 de maio, num belo sábado ensolarado, a convite da Academia de Letras do Triângulo Mineiro, a ALTM (www.academiadeletrastm.com.br), eu e o escritor e pesquisador Guido Bilharinho estivemos no Festival para participarmos de um debate sobre a escritora Carolina Maria de Jesus, cujo centenário de nascimento comemora-se em 2014. Também participaram do debate o prefeito de Sacramento, Bruno Scalon Cordeiro, a professora da UFMG, Madalena Magnabosco, o professor, editor e escritor de Sacramento, Berto Cerchi, Ivan Barbosa, do Parque Náutico, e Eliana Vilas Boas, pesquisadora do Arquivo de Sacramento. Presentes na plateia os jornalistas Luiz Alberto Molinar, o diretor do Jornal O Estado do Triângulo, Walmor Júlio Silva (www.etnews.com.br), e a professora Mara Maciel, dentre outras pessoas e hóspedes do complexo hoteleiro do Parque.

Durante o debate, que durou a manhã toda, o prefeito de Sacramento anunciou que declarava 2014 o “Ano Carolina Maria de Jesus”. Falou também da importância da escritora e do reconhecimento da sua obra pela comunidade de Sacramento. A professora Madalena Magnabosco discorreu sobre trechos de sua tese de doutorado, que versou sobre Carolina. Berto Cerchi falou sobre as várias facetas da personalidade da escritora, Eliana Vilas Boas sobre seus escritos existentes no Arquivo Público de Sacramento e Guido Bilharinho falou sobre a importância de sua literatura e sobre seu estilo espontâneo. Eu destaquei seu caráter de mulher livre e extremamente crítica da sociedade da época em que viveu, com especial ênfase no seu interesse pelos livros e pela escrita.

No final do dia, após uma palestra sobre Charles Chaplin, proferida pelo Guido Bilharinho, a divulgação do resultado de um concurso de curtas metragens, em que Guido e eu fomos jurados, apresentaram-se várias atrações musicais, dentre elas o Coral Cheiro de Relva, de Uberaba, dirigido por Olga Frange. Vejam as fotos abaixo.






domingo, 1 de junho de 2014

Visita à COOPERU - Uberaba



Com cerca de 30 alunos e a professora Helena Alves, do Curso de Engenharia Ambiental da FACTHUS, participei, no sábado, dia 17 de maio, de uma visita técnica às instalações da Cooperativa dos Recolhedores de Resíduos Sólidos e Material Reciclável de Uberaba, a COOPERU, uma das entidades responsáveis pela coleta seletiva de resíduos sólidos na cidade. 

O objetivo da visita era conhecer as instalações, verificar como ocorrem os trabalhos de separação e destinação do material recolhido e conversar com o pessoal da Cooperativa sobre sua história, suas dificuldades e as novas perspectivas em função da obrigatoriedade, cada vez mais cobrada pelo poder público e pela comunidade, de se fazer a coleta seletiva de resíduos urbanos. Na COOPERU, os estudantes foram recebidos pelo José Eustáquio Oliveira, um dos responsáveis pela cooperativa, e por outros cooperados que acompanharam os alunos durante toda a visita. 

Os alunos da FACTHUS puderam ver que as soluções para os resíduos gerados pela sociedade, cuja produção é inevitável e crescente, passa por procedimentos técnicos e científicos, e envolvem questões econômicas, políticas e culturais. O trabalho de entidades como a COOPERU é relevante e eles são parceiros essenciais na melhoria das condições ambientais e da qualidade de vida de toda a comunidade.









segunda-feira, 19 de maio de 2014

Tudo sobre a Copa: finalmente um esclarecimento!





Renato Muniz Barretto de Carvalho

Outro dia, um amigo meu disse que, num momento de rara lucidez (depois eu peço pra ele explicar melhor isso pra gente), tinha conseguido formar uma opinião definitiva e esclarecedora sobre a Copa. Ele garantiu que responderia a todas as minhas dúvidas sobre a Copa a partir das mais abalizadas opiniões que ele conseguiu ler na imprensa falada, televisionada e internetada do Brasil e do mundo. E vamos lá!

Ele disse que tudo começou com o desmatamento das florestas brasileiras, que existiam desde o período colonial. Como todo mundo sabe, essas reservas foram criadas no governo Mem de Sá, aquele que, diziam, gostava tanto de fado que ficou conhecido como Safado, para os íntimos. Aí veio o Dom João VI e vendeu o que sobrou para a Coreia do Norte. A intenção, ele descobriu depois, era o governo Vargas pagar a construção dos estádios da Copa de 1950, mas as obras atrasaram, o Uruguai levou nosso sorriso e o Brasil continuou o Brasil de sempre, embora esperançoso. A entrega dos estádios só se deu no governo do Jango Quadros de Giz, o presidente que inventou o quilo (Fi-lo porque qui-lo), mas que ficou muito perturbado com tudo isso, tornando-se um dos homens mais intrigantes do mundo. Entretanto, os estádios ficaram sob a responsabilidade dos governos militares, que os repassaram pra os guardadores de carro do Rio de Janeiro os administrarem. Com a ajuda dos cambistas, eles conseguiram enganar o polvo, dizendo que ia ter Copa, mas, na verdade, era um jeito que os dirigentes do futebol europeu inventaram pra vir ao Brasil, e aí criaram esse negocio de Copa pra inglês ver, mas os alemães também quiseram ver, e todo mundo queria ver, e os argentinos ameaçaram invadir Florianópolis se eles não viessem ver também, e aí as florestas, as universidades e os hospitais (ah, sim, a saúde e a educação, tudo a ver!) tiveram de ser vendidos pra pagar as despesas da Copa, e, por causa disso, os brasileiros começaram a morrer à mingua. Tudo isso o meu amigo lúcido explicou.

Só que, segundo ele, que soube por fonte fidedigna, não entregaram a encomenda, a bola não rolou, a população não gostou e muita gente achou que devia dar calote, ficou sem saber onde era a marca do pênalti e, com dúvidas, quiseram quebrar tudo e o tal Kim sei lá o quê (o da Coreia) ficou bravo e resolveu mandar cortar o cabelo de todo mundo igual ao dele, mas o pessoal achou que era igual ao do Neymar, e associou-se ao Irã e ao governo lulopetistacastristachavistacapuccino de Cuba, que arrasou a saúde no Brasil pra mandar pra cá os médicos cubanos, que, na verdade, vão fazer uma grande lavagem intestinal e cerebral nos brasileiros e vão administrar os estádios de futebol do país, e os alunos das universidades vendidas serão os boçais que o Caetano  falou na música dele, e o Brasil inteiro vai passear de ônibus coletivo, porque as passagens não subiram, e os dirigentes e os cartolas vão comer lagosta no Ceará sem ninguém pra incomodá-los e, no fim de tudo, a oposição (trata-se da oposição à bola redonda, segundo o meu amigo explicou) vai acabar com a saúva, porque senão a saúva acaba com o Brasil, e vai salvar todo mundo da epidemia copiosa. Aí, a oposição se redime e entrega o Brasil definitivamente para os dirigentes, não os do futebol. Depois que os caras, sócios de uns tais Coxinhas & Cia. Ltda., assumirem o governo, o pessoal da música sertaneja vai comandar os ministérios da agricultura e da cultura, que depois serão fundidos – ele disse “fundidos” –, os baladeiros vão assumir o ministério dos esportes, o pessoal do funk vai cuidar do desenvolvimento econômico, e a mídia vai finalmente administrar os cinemas de arte, os bares de mpb e as escolas do ensino fundamental, colocando ordem no galinheiro e acabando de vez, e pra sempre, com a bagunça em sala de aula, com a cola, com a corrupção, com a roubalheira e com a pouca vergonha dos brasileiros.

Para terminar, meu amigo disse que vão resgatar o Machado de Assis (coitado!) do túmulo e colocar uma estátua dele em cada cidade segurando um porrete pra bater em quem “falar errado” o inglês e essa linda língua lusitana, a Última Flor do Lácio, durante a Copa e para sempre, amém! E os brasileiros ingênuos vão virar uma constelação no alto do céu, cheia de estrelinhas brilhantes...

E a Copa, hein? Ah, a Copa vai bem, obrigado. Eu sei que muita gente não entendeu nada do que o meu amigo explicou, mas tanto faz, é assim que têm sido com as coisas. Porque cada um fala e escreve o que quer! Ou não?

Confiram abaixo um belo flagrante fotográfico que meu amigo fez de um "perna de pau" contrário à Copa chutando o pau da barraca, isto é, um ovo, isto é, uma bola.